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‘A Gruta’, longa de terror com Carolina Ferraz e Nayara Justina, estreia hoje no Amazon Prime Video

Produzido e dirigido por Arthur Vinciprova, que também atua no longa como o protagonista Jesus, “A Gruta” estreia hoje (29) no serviço de streaming Amazon Prime Video. O longa é um terror psicológico no qual a atriz Carolina Ferraz interpreta uma freira a quem um rapaz pede ajuda após um evento traumático. O que era para ser um passeio entre amigos acabou por se tornar um pesadelo com mórbidas consequências.

O jovem Jesus é encontrado em estado grave no fundo de uma gruta interditada. A polícia o acusa de ter assassinado sua mulher, dois amigos e a guia que os levava em passeio. Mas ele nega os assassinatos e se recusa a colaborar com a polícia. Jesus tem certeza de que sua mulher foi possuída por um espírito demoníaco que vivia na gruta. E diz que, ainda agora, na cama do hospital, consegue ouvi-lo.

O diretor e ator Arthur Vinciprova produziu as comédias “Rúcula com Tomate Seco” (2017), com Juliana Paiva, Gisele Fróes e Daniel Dantas, e “Turbulência” (2016), com Monique Alfradique, Lua Blanco e Bruno Gissoni.

Sinopse

Após grave acidente em uma gruta interditada, rapaz se torna o único sobrevivente. No local foram encontrados, além dele, quatro corpos. A perícia indica que esse mesmo jovem assassinou brutalmente seus amigos, esposa e a guia de turismo.  Em estado grave, o rapaz nega os assassinatos e recusa-se a colaborar com a polícia.  Certo de que sua esposa foi possuída por uma força demoníaca, ele pede ajuda a uma madre.

Ficha técnica

PRODUTORAS: Venkon Produções e Promax Produções

GÊNERO: Suspense / Terror Sobrenatural

CLASSIFICAÇÃO LONGA: 14 anos

CLASSIFICAÇÃO TRAILER: 12 anos

TEMPO DE DURAÇÃO: 1 hora e 39 minutos

LENTE: Flat

ELENCO: Carolina Ferraz, Arthur Vinciprova, Nayara Justino

ROTEIRO E DIREÇÃO: Arthur Vinciprova

DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA: André Ribeiro

TRILHA SONORA: Fernando Duarte

Clique aqui para assistir ao trailer


Mostra macaBRo: veja os filmes da Semana Gabriela Amaral Almeida

A Mostra macaBRo – Horror Brasileiro Contemporâneo reúne cerca de 40 filmes, entre longas e curtas, produzidos em território nacional.

Nesta quarta-feira, inicia-se a semana que homenageia a diretora Gabriela Amaral Almeida. Entre os longas e curtas da mostra promovida pelo Centro Cultural Banco do Brasil, estão obras que fazem uma mini-retrospectiva do trabalho de Gabriela, além de outros filmes de nomes relevantes do cenário atual do cinema nacional.

De 04 a 10 de novembro, o público terá acesso às obras “O Animal Cordial” (2018), elogiado filme da homenageada, “Christabel” (2018), de Alex Levy-Heller, “#ninfabebê” (2017), dirigido por Aldo Pedrosa, “Quando eu era Vivo” (2014), longa do cineasta Marco Dutra, que conta com as atuações de Antônio Fagundes, Marat Descartes e Sandy Leah, “O Segredo dos Diamates” (2014), de Helvécio Ratton, “A Mão que Afaga” (2012), curta de Gabriela, “O Caseiro” (2016),  de Julio Sante, “O Clube dos Canibais” (2018) de Guto Parente, entre outros.

São nove longas e três curtas que integram a segunda parte da Mostra, alguns longas serão exibidos duas vezes durante a semana.

Na próxima quarta-feira, dia 11, começa a “Semana Dennison Ramalho” e no dia 18, estreia a “Semana José Mojica Marins” em homenagem ao consagrado “Zé do Caixão”, que encerra a mostra.

Confira a seguir os títulos, datas e os horários das exibições. O conteúdo fica disponível na plataforma da Darkflix por tempo e visualizações limitadas, fique atento!

Para assistir aos filmes acesse www.darkflix.com.br e cadastre-se. Com o usuário logado, basta buscar pelos filmes na categoria “Mostra macaBRo”.

 

SEMANA GABRIELA AMARAL ALMEIDA (04/11 a 10/11)

“Christabel” (2018) – 04/11, às 18h

O filme “Christabel”, é livremente baseado no poema homônimo (e inacabado) de Samuel Taylor Coleridge. A trama é ambientada no cerrado goiano e acompanha Christabel, uma menina inocente que vive com seu pai, um trabalhador rural humilde. Certo dia, a menina conhece a misteriosa Geraldine, uma mulher que alega ter sido atacada por homens. Inocentemente ela acolhe Geraldine na casa de seu pai. Logo surge uma tensão entre as duas e a mulher começa a influenciar a jovem numa busca por paixão e liberdade. O longa foi dirigido pelo cineasta carioca Alex Levy-Heller.

*O filme estará disponível a partir das 18h do dia 04 e ficará liberado até às 17h59 do dia 05/11.

Limite de visualizações: Cinco mil

 

“O Animal Cordial” (2018) – 04/11, às 20h

Com direção e roteiro da cineasta Gabriela Amaral Almeida, “O Animal Cordial” apresenta Inácio, o dono de um restaurante de classe média que gerencia o estabelecimento com mão de ferro. Tal postura gera atritos com os funcionários, em especial com o cozinheiro Djair. Quando o estabelecimento é assaltado por Magno e Nuno, Inácio e a garçonete Sara precisam encontrar meios para controlar a situação e lidar com os clientes que ainda estão na casa: o solitário Amadeu e o casal endinheirado Bruno e Verônica.

*O filme estará disponível a partir das 20h do dia 04 e ficará liberado até às 19h59 do dia 05/11.

Limite de visualizações: Cinco mil

 

“Uma Primavera” (Curta-metragem), 2011 – 05/11, às 18

“Uma Primavera” é mais um trabalho da cineasta Gabriela Amaral Almeida. No aniversário de 13 anos de Lara, sua mãe a leva para um piquenique no parque. Tudo vai bem até a menina desaparecer, deixando a mãe no mais completo desespero. O elenco conta com Lúcia Romano e Natália Paz Parnes.

*O filme estará disponível a partir das 18h do dia 05 e ficará liberado até às 23h59 do dia 10 de novembro.

Limite de visualizações: Ilimitada

 

 “#ninfabebê” (2017) – 05/11, às 20h

“#ninfabebê” aborda temas como o exibicionismo, voyeurismo e o uso excessivo das mídias sociais. Com essa premissa acompanhamos duas adolescentes que decidem passar um fim de semana sozinhas em casa, sem a presença dos pais. O encontro das amigas é registrado por vídeos que são publicados e compartilhados com os amigos virtuais. O que era para ser uma noite divertida acaba se tornando uma história de medos e angústias quando as duas jovens recebem visitas inesperadas ao longo da trama. Produzido em Uberaba, o filme foi premiado no Festival Best Film Awards que aconteceu na Rômenia em 2017. O longa ficou em 1º lugar na categoria de “Melhor Edição”, 2º lugar na categoria “Melhor Filme de Estudante” e em 3º como “Melhor Direção”.

*O filme estará disponível a partir das 20h do dia 05 e ficará liberado até às 19h50 do dia 06/11.

Limite de visualizações: Cinco mil

 

“Estátua” (Curta-metragem), 2014 – 06/11, às 18

“Estátua” fala sobre medo e sobre a falta de ação através de questões sociais atuais usando o horror para potencializa-las na trama. No filme, a atriz Maeve Jinkings interpreta a babá Isabel que está no sexto mês de gravidez. Ela começa a trabalhar na casa de uma mãe solteira e sua filha Joana, que se mostra um tanto carente. Com o tempo Isabel questiona a sua ânsia por ser mãe ao conviver com o comportamento, as vezes tirano, de Joana.

*O filme estará disponível a partir das 18h do dia 06 e ficará liberado até às 23h59 do dia 10 de novembro.

Limite de visualizações: Ilimitada

 

“Quando Eu Era Vivo” (2014) – 06/11, às 20h

Em “Quando Eu Era Vivo”, o cineasta Marco Dutra ultrapassa o olhar convencional sobre o medo no terror brasileiro. Com atuações de Antonio Fagundes, Marat Descartes e Sandy Leah, o filme narra a história de Júnior, um homem que volta a morar na casa do pai após o divórcio e a demissão do emprego. Ao chegar na casa que um dia já fora seu lar, ele se sente um estranho e começa a remoer a separação e o desemprego. Depois de achar alguns objetos que pertenciam à sua mãe, Júnior passa a querer saber tudo sobre a história da família e desenvolve uma estranha obsessão pelo passado, passando a confundir delírio e realidade.

*O filme estará disponível a partir das 20h do dia 06 e ficará liberado até às 19h50 do dia 07/11.

Limite de visualizações: Cinco mil

 

“O Segredo dos Diamantes” (2014) – 07/11, às 14h

Gravado em cidades históricas de Minas Gerais, “O Segredo dos Diamantes” acompanha a saga de Ângelo, um garoto que descobre uma antiga lenda sobre diamantes perdidos e parte em busca desse tesouro para salvar a vida do pai que precisa de uma cirurgia. Para realizar a missão, ele conta com seus amigos Júlia e Carlinhos. Juntos eles terão que decifrar o enigma e antes de Silvério, um vilão que também quer encontrar o tesouro. O filma recebeu o prêmio de melhor filme pelo júri popular no Festival de Gramado de 2014.

*O filme estará disponível a partir das 14h do dia 07 e ficará liberado até às 15h59 do dia 08/11.

Limite de visualizações: Três mil

 

“A Mão que Afaga” (Curta-metragem), 2012 – 07/11, às 15h

Inusitado e com pinceladas de humor sombrio, o curta “A Mão que Afaga”, de Gabriela Amaral Almeida, narra a história de Estela, uma operadora de telemarketing solitária que mesmo falando com mais de “200 pessoas” por dia, possui sérios problemas de comunicação. Além de lidar com as reclamações dos clientes, ela precisa planejar o aniversário de 9 anos do seu único filho Lucas de 9 anos com que mantém uma relação emocionalmente frágil.

*O filme estará disponível a partir das 15h do dia 07 e ficará liberado até às 23h59 do dia 10 de novembro.

Limite de visualizações: Ilimitada

 

“O Caseiro” (2016) – 07/11, às 18h

Davi, um cético professor de psicologia que acredita que os fenômenos paranormais podem ser explicados pela ciência é procurado pela jovem Renata. Ela busca ajuda para a irmã mais nova que parece estar sofrendo com as aparições do antigo caseiro do sítio de sua família, que se suicidou há algumas décadas. Com o objetivo de coletar dados para sua pesquisa, Davi concorda em ajuda-la. No local, o professor passa a desconfiar que o pai de Renata possa estar envolvido com o trauma que esta acometendo a garotinha. “O Caseiro” foi dirigido por Julio Sanri e conta com as atuações de Denise Weinberg, Bruno Garcia, Malu Rodrigues, Leopoldo Pacheco, Fabio Takeo e Pedro Bosnich.

*O filme estará disponível a partir das 18h do dia 07 e ficará liberado até às 17h59 do dia 08/11.

Limite de visualizações: Cinco mil

 

 “A Sombra do Pai” (2019) – 07/11, às 20h

Mais um longa dirigido pela homenageada da semana: “A Sombra do Pai”. Na trama, após o falecimento de sua mãe, a pequena Dalva de 9 anos (muito bem interpretada por Nina Medeiros) é obrigada a virar o adulto da casa quando seu pai adoece. Isso naturalmente cria uma inversão na ordem natural das coisas. A infância se transforma em saga, e a paternidade frustrada em condenação. O filme também traz as atuações de Júlio Machado e Luciana Paes.

*O filme estará disponível a partir das 20h do dia 07 e ficará liberado até às 19h59 do dia 08/11.

Limite de visualizações: Mil

 

“O Animal Cordial” (2018) – 08/11, às 16h

Com direção e roteiro da cineasta baiana Gabriela Amaral Almeida, o filme “O Animal Cordial” apresenta Inácio, o dono de um restaurante de classe média que gerencia o estabelecimento com mão de ferro. Tal postura gera atritos com os funcionários, em especial com o cozinheiro Djair. Quando o estabelecimento é assaltado por Magno e Nuno, Inácio e a garçonete Sara precisam encontrar meios para controlar a situação e lidar com os clientes que ainda estão na casa: o solitário Amadeu e o casal endinheirado Bruno e Verônica.

*O filme estará disponível a partir das 16h do dia 08 e ficará liberado até às 15h59 do dia 09/11.

Limite de visualizações: Cinco mil

 

“O Clube dos Canibais” (2018) – 08/11, às 18h

Otávio é um conservador hipócrita que prega costumes tradicionais, mas adora sexo, traição e sangue. Ele é casado com Gilda, uma mulher fútil e ambiciosa. Ambos fazem parte de uma sociedade secreta: o clube dos canibais. As coisas mudam quando o casal descobre o segredo de outro integrante do clube e passam a ser ameaçados. Assassinatos brutais são tratados com elegância na trama devido a eficiência da direção de Guto Parente. O formato da tela, os cortes precisos e a fotografia de Lucas Barbi, convidam o espectador ao suspense.

*O filme estará disponível a partir das 18h do dia 08 e ficará liberado até às 17h59 do dia 09/11.

Limite de visualizações: Cinco mil

 

“Condado Macabro” (2015) – 08/11, às 20h

Em “Condado Macabro”, um grupo cinco de jovens decide passar um fim de semana numa casa alugada nas proximidades de uma floresta. Os dois jovens e as três amigas estão em busca de descanso. Entretanto, os momentos de prazer, serão transformados em instantes de terror quando um brutal serial killer vestido de palhaço decide brincar com os ocupantes da casa. A produção é uma homenagem aos filmes slashers americanos das décadas de 70 e 80, como “Massacre da Serra Elétrica”. Os diretores Marcos DeBrito e André de Campos Mello não pouparam sangue neste gore brasileiro, que apesar das referências, não deixou de lado sua regionalidade.

*O filme estará disponível a partir das 20h do dia 08 e ficará liberado até às 19h59 do dia 09/11.

Limite de visualizações: Ilimitada

 

“Quando Eu Era Vivo” (2014) – 09/11, às 18h

Em “Quando Eu Era Vivo”, o cineasta Marco Dutra ultrapassa o olhar convencional sobre o medo no terror brasileiro. Com atuações de Antonio Fagundes, Marat Descartes e Sandy Leah, o filme narra a história de Júnior, um homem que volta a morar na casa do pai após o divórcio e a demissão do emprego. Ao chegar na casa que um dia já fora seu lar, ele se sente um estranho e começa a remoer a separação e o desemprego. Depois de achar alguns objetos que pertenciam à sua mãe, Júnior passa a querer saber tudo sobre a história da família e desenvolve uma estranha obsessão pelo passado, passando a confundir delírio e realidade.

*O filme estará disponível a partir das 18h do dia 09 e ficará liberado até às 17h59 do dia 10/11.

Limite de visualizações: Cinco mil

 

 “Terminal Praia Grande” (2020) – 09/11, às 20h

“Terminal Praia Grande” é um terror maranhense que conta a história de Catarina, uma mulher que reencontra o ex-namorado, Francisco, que desapareceu no auge da relação tempos atrás. As explicações dele escondem o verdadeiro motivo do seu sumiço repentino. Durante a festa de despedida de Catarina, que vai se mudar de São Luís, ela engrandece a situação se embebedando. No dia seguinte, apesar de uma ressaca monstruosa, Catarina precisa sair rumo a um encontro com seu verdadeiro destino. ​

*O filme estará disponível a partir das 20h do dia 09 e ficará liberado por 48 horas, até às 19h59 do dia 11.

Limite de visualizações: Ilimitada

 

“A Sombra do Pai” (2019) – 10/11, às 18h

Mais um longa dirigido pela homenageada da semana: “A Sombra do Pai”. Na trama, após o falecimento de sua mãe, a pequena Dalva de 9 anos (muito bem interpretada por Nina Medeiros) é obrigada a virar o adulto da casa quando seu pai adoece. Isso naturalmente cria uma inversão na ordem natural das coisas. A infância se transforma em saga, e a paternidade frustrada em condenação. O filme também traz as atuações de Júlio Machado e Luciana Paes.

*O filme estará disponível a partir das 18h do dia 10 e ficará liberado até às 17h59 do dia 11/11.

Limite de visualizações: Mil

 

“Terra e Luz” (2017) – 10/11, às 20h

Em um cenário pós-apocalíptico em que a humanidade foi dizimada por criaturas semelhantes à vampiros, um homem tenta sobreviver na aridez do sertão, enfrentando noites mortais na esperança de recuperar a sua própria humanidade. A direção e o roteiro de “Terra e Luz” são de Renné França. O elenco é composto pelos atores Rafael Freire, Marcelo Jungmann, Maya dos Anjos e Pedro Otto.

*O filme estará disponível a partir das 20h do dia 10 e ficará liberado até às 19h59 do dia 11/11.

Limite de visualizações: Cinco mil


The Witching Hour #29 – Tales of Halloween

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The Witching Hour #29 - Tales of Halloween
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Sejam bem-vindos ao podcast The Witching Hour, comandado pela Michelle Henriques e pela Jéssica Reinaldo.

Nesse podcast a gente fala de terror dirigido por mulheres!

No programa de hoje conversamos sobre o filme “Tales of Halloween”, idealizado e organizado pela Axelle Carolyn.

Esperamos que gostem!

Contato: thewitchinghourcast@gmail.com
Nosso Instagram: /thewitchinghourr

Quer apoiar o programa e ainda fazer parte de um chat com a gente? Visite nosso padrim!
https://www.padrim.com.br/thewitchinghour

Edição por Euller Felix 


#71 – Godzilla (1954)

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#71 - Godzilla (1954)
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E no episódio de hoje eu (Euller Felix) e o Matheus Maltempi recebemos o Rodolfo Stancki para falarmos de GODZILLA!

Apoie o Necronomiconversa 

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Artes do episódio por Juliana de Melo 

Edição feita por Euller Felix

Rebecca, A Mulher Inesquecível e o remake irrelevante

No episódio 61 do Necronomiconversa, onde falamos do filme Rebecca, a Mulher Inesquecível, dirigido por ninguém mais que Alfred Hitchcock, eu fiz algumas previsões negativas quanto ao remake de Rebecca, e comentei que não estava nem um pouco animado para o filme. Ainda no episódio, prometi que faria a crítica do filme no site, assim que ele saísse, muito que bem, como promessa é dívida aqui estou para falar do remake de Rebecca, um dos meus filmes preferidos do Hitchcock, agora com uma nova roupagem dirigida por Ben Weathley e estrelando Lily James e Armie Hammer, como Mrs. de Winter e Max de Winter, respectivamente.

A refeitura de Rebecca não é um filme ruim, entretanto é um filme sem graça, muito distante em termos de qualidade fílmica e estética do original dirigido por Hitchcock, o que deixa a obra muito apagada em relação à sua versão anterior. Falta na narrativa uma condução diretorial que entregue o suspense que vemos no filme de 1940, que dá todo o tom deste romance obscuro. Narrativa em que há um fantasma que não aparece, e está presente apenas no imaginário dos personagens, que construíam Rebecca de forma tão descritiva e assustadoramente real, o que não acontece nesta nova abordagem.

Falando em filme de assombração sem assombração, como eu aponto durante o episódio, aqui Rebecca precisou ser mostrada, mesmo que não por completo, mas por meio de uma estética onírica que levava a senhora de Winter à uma alucinação com a ex-esposa de seu marido que passeia como um fantasma pelo baile, momento clássico e importantíssimo para a narrativa. Tal sequência é totalmente desnecessária, que denota essa conveniência de filmes atuais em expor demasiadamente para explicar, mesmo que Rebecca seja só mostrada de costas vestindo um vestido vermelho e possuindo longos cabelos pretos. No original apenas a descrição feita pelos personagens da trama bastava para criarmos a imagem de Rebecca em nossas mentes, e através de seus relatos, a ex-esposa de Maxim estava mais presente e visualmente viva do que nunca.

Não havia necessidade de se sustentar em uma criação clichê de aparição para mostrar o quão perturbada está a senhora de Winter, já que o grande acerto da primeira adaptação de Rebecca são suas sutilezas, e Hitchcock deixa nas mãos da, excelente atriz, Joan Fontaine para mostrar sua perturbação quanto a presença, quase que espectral, de Rebecca na vida daqueles que agora ela precisava conquistar.

O filme tem qualidades, uma delas é a composição belíssima de planos aliada ao excelente trabalho de uma direção de arte competente que trouxe no figurino e construção de set o aviso de como os detalhes são importantes para a imersão do espectador e ressaltar a época em que se passa a narrativa, a classe social dos personagens, suas características psicológicas, entre outros detalhes que às vezes passam despercebidos por nossos olhos, mas são muito importantes para a criação daquele universo fílmico que a produção propõe, não tem como não dizer que o filme é lindo imageticamente. A atuação de Lily James também é um ponto positivo, a atriz se esforça, e a forma como a personagem da senhora de Winter se sente é crível e de certo modo tive empatia com a personagem.

Rebecca, uma Mulher Inesquecível versão da Netflix sofreu do mesmo problema que a senhora de Winter, o remake também possui um alguém notável do passado do qual serve como uma assombração e um ponto de referência comparativa. Entretanto, enquanto a senhora de Winter consegue se superar e mostrar que é tão extraordinária quanto Rebecca com suas próprias particularidades, o remake falha e não consegue superar o seu passado, nem mesmo ser relevante, tornando-se mais um filme esquecível do catálogo da Netflix. Acredito que remakes podem sim ser bons, e não precisam ser melhores que os originais, mas o bom remake precisa ser tão relevante quanto o original e trazer novos ares para uma narrativa que de certa forma representa uma narrativa em uma época diferente, infelizmente essa nova versão de Rebecca não se justifica, nem mesmo atualiza o enredo, por isso, o original, de Hitchcock, continua sendo a única adaptação relevante do romance homônimo de Daphne Du Maurier.


The Witching Hour #28 – Shirley

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The Witching Hour #28 – Shirley
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Sejam bem-vindos ao podcast The Witching Hour, comandado pela Michelle Henriques e pela Jéssica Reinaldo.

Nesse podcast a gente fala de terror dirigido por mulheres!

No programa de hoje conversamos sobre o filme “Shirley”, da Josephine Decker.

Esperamos que gostem!

Contato: thewitchinghourcast@gmail.com
Nosso Instagram: /thewitchinghourr

Quer apoiar o programa e ainda fazer parte de um chat com a gente? Visite nosso padrim!
https://www.padrim.com.br/thewitchinghour

Edição por Euller Felix 


#70 – Ringu: O Chamado

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#70 - Ringu: O Chamado
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E no episódio de hoje eu (Euller Felix) e o Matheus Maltempi recebemos os queridissimos amigos do República do Medo, Gabriela Larocca, Gabriel Braga e Thiago Natário para conversarmos sobre RINGU – O CHAMADO!

Esse programa faz parte da iniciativa TERRORSFERA, uma pequena ação que decidiu juntar diversos podcasts que produzem conteúdo sobre horror. Encontre os outros podcasts participantes nos links abaixo:

Necronomiconversa 

https://twitter.com/necronversa?s=09

Mundo Freak 

https://twitter.com/Mundo_Freak?s=09

República do Medo

https://twitter.com/Rdmcast?s=09

Esqueletos no Armário 

https://twitter.com/esqueletosgays?s=09

Frequência Fantasma 

https://twitter.com/freqfantasma?s=09

Hora do Espanto 

https://twitter.com/espantopodcast?s=09

Horrorizadas 

https://twitter.com/horrorizadaspc?s=09

Os Fantasmas Nos Divertem 

https://twitter.com/podcastOFND?s=09

 

 

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Artes do episódio por Juliana de Melo 

Edição feita por Euller Felix

Noturnos – O Horror em Vinicius de Moraes

A nova série do Canal Brasil criada por Caetano Gotardo, Marco Dutra e Renato Fagundes “Noturnos” busca mostrar uma face da obra de Vinicius de Moraes por uma estética do gênero de horror e com isso trouxe uma narrativa extremamente interessante e com uma história memorável.  O que vemos é uma companhia de teatro que…


CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL PROMOVE MOSTRA MACABRO – HORROR BRASILEIRO CONTEMPORÂNEO  

Evento gratuito e online com mais de 40 filmes, reúne debates, palestras, cursos, lives e homenagens a referências do gênero, como Zé do Caixão 

O Centro Cultural Banco do Brasil promove de 28 de outubro a 23 de novembro a mostra macaBRo – Horror Brasileiro Contemporâneo, um passeio sinistro pela produção audiovisual de terror 100% brasileira. Serão exibidas 44 produções entre longas e curtas-metragens da nova geração de diretores e diretoras, assim como de nomes consagrados como José Mojica Marins, o Zé do Caixão. As exibições serão gratuitas e online na plataforma darkflix.com.br/macabro, serviço de streaming do gênero Cinema Fantástico.  Os filmes ficarão disponíveis 24 horas e com limite de visualizações no caso dos longas, e durante uma semana, para os curtas. Como forma de diminuir os riscos apresentados pela covid-19, toda a programação será online e contará também com debates e palestras, com inscrições via Sympla, além de cursos e lives no Youtube e Instagram da @blgentretenimento, sem necessidade de inscrição prévia.

O projeto é patrocinado pelo Banco do Brasil e tem produção da BLG Entretenimento. Conta com curadoria de Breno Lira Gomes – curador do festival Maranhão na Tela desde 2007 e de diversas mostras, como a recente “Stephen King – O medo é seu melhor companheiro” – e Carlos Primati, idealizador da mostra “Horror no cinema brasileiro”. A dupla selecionou curtas e longas-metragens produzidos nos últimos cinco anos, entre 2015 e 2019, com data de lançamento até 2020, que continham forte experimentação visual, histórias horripilantes e marcantes.

“A mostra macaBRo – Horror Brasileiro Contemporâneo vem para celebrar esse cinema cheio de coragem e vontade de encontrar o seu público. E principalmente, de narrar uma boa história de terror essencialmente brasileira, com temáticas ligadas à nossa cultura. O cinema brasileiro não é feito apenas de um tipo de filme e essa é uma boa oportunidade de valorizarmos ainda mais a recente produção do gênero no país. A mostra é fruto de uma produção atual e pulsante, que reúne uma nova geração de diretores e diretoras, que estão vendo a chance de experimentar dentro da linguagem cinematográfica, lado a lado com nomes já consagrados como o grande mestre José Mojica Marins, o eterno Zé do Caixão”, explica o curador Breno Lira Gomes.

Entre os longas-metragens, destacam-se produções que lançaram nomes de relevância no cenário do cinema nacional atual, como o premiado “Morto Não Fala”, de Dennison Ramalho, exibido em mais de 40 festivais no mundo e protagonizado por Daniel de Oliveira, Fabíula Nascimento e Bianca Comparato, “O Animal Cordial”, de Gabriela Amaral Almeida, com Luciana Paes, Murilo Benício e Irandhir Santos, “Sem Seu Sangue”, de Alice Furtado, que estreou no Festival de Cannes, e o aguardado “O Cemitério das Almas Perdidas”, de Rodrigo Aragão. Também estão na lista “Quando Eu Era Vivo”, de Marco Dutra, Terminal Praia Grande”, de Mavi Simão, “O Clube dos Canibais”, de Guto Parente, “A Casa de Cecília”, de Clarissa Appelt, “Condado Macabro”, de André de Campos Mello e Marcos DeBrito, “Mal Nosso”, de Samuel Galli, entre outros.

Já os curtas-metragens vão integrar sessões homenagens com quatro mini retrospectivas de nomes que se destacaram nos últimos anos no gênero. O público poderá conferir os filmes “O hóspede”, “Não tão longe”, “O desejo do morto”, “Cova aberta”, “Mais denso que o sangue” e “Os mortos”, da produtora paraibana especializada em filmes de gênero Vermelho Profundo; “Uma primavera”, “A mão que afaga” e “Estátua”, da cineasta Gabriela Amaral Almeida; “Nocturnu”, “Amor só de mãe” e “Ninjas”, do diretor Dennison Ramalho; além de quatro curtas, sendo um dirigido e um codirigido pelo também homenageado Zé do Caixão: “O saci”, “Coffin Joe’s Heart Of Darkness, de Marcelo Colaiacovo, Nilson Primitivo e José Mojica Marins, com trechos inéditos, “Tirarei as medidas do seu caixão”, de Diego Camelo, e “A lasanha assassina”, animação com voz de Mojica e direção de Ale McHado. 

Serviço:

Mostra macaBRo – Horror Brasileiro Contemporâneo

Realização: Centro Cultural Banco do Brasil

Curadoria: Breno Lira Gomes e Carlos Primati

Data: De 28 de outubro a 23 de novembro

As exibições serão gratuitas e online na plataforma: darkflix.com.br/macabro

Os filmes ficarão disponíveis 24 horas e com limite de visualizações no caso dos longas, e durante uma semana, para os curtas

Debates e palestras com inscrições via Sympla

Cursos e lives disponíveis no Youtube e Instagram da @blgentretenimento, sem necessidade de inscrição prévia


Mau Olhado – A tradição contra maldição

No Halloween deste ano a Amazon Prime e a produtora Blumhouse, famosa por produções de horror como Corra! (2017), A Morte te dá parabéns (2017) e O Homem Invisível (2020), fizeram uma parceria para lançar quatro filmes do gênero na plataforma de streaming. Hoje vamos falar de Mau-Olhado ou Evil Eye, dos diretores Elan Dassani e Rajeev Dassani, um dos filmes que fazem parte do pacote de filmes desta colaboração entre as duas empresas.

O filme possui alguns planos de fundo que alimentam a sua trama, uma mãe que acredita que o namorado da filha é a reencarnação de um ex-namorado que tentou matá-la anos atrás. Um destes planos é o conflito entre gerações bem delineado logo no início da obra, costumes tradicionais são colocados em paralelo a todo momento com a modernidade, e isso é exposto através da relação mãe e filha, personagens principais da trama.

O tradicional por exemplo, é mostrado através da mãe, Usha, que busca incessantemente um casamento para sua filha, Pallavi, já que na cultura indiana, o casamento é uma tradição sagrada, que concede status social para os noivos, e o fato de Pallavi já ter 29 anos, morar nos Estados Unidos e ainda ser solteira, faz com que Usha fique temerosa que sua filha esteja amaldiçoada. Medo que só é acentuado ao ver as filhas de amigas e parentes casando-se em uniões arranjadas, deixando Pallavi para trás na fila de casamentos.

Mesmo que Usha represente o lado da tradição do filme, é interessante notar os intercâmbios ou até mesmo a colonização cultural do mundo moderno através da importação de produtos e marcas que envolvem o ambiente digital, pois a personagem fala com sua filha por um Iphone, faz chamadas de vídeo pelo Skype e isso fica cada vez mais evidente na trama, tendo um ápice através do diálogo entre outros personagens durante um casamento bem tradicional indiano, e o pai de um dos noivos diz que eles haviam se conhecido através do Skype e aplicativos de encontro.

Já Pallavi representa essa quebra das tradições, pois ela, no início do filme, demonstra querer uma independência, estando preocupada com o trabalho e sua ascensão social  através dele, deixando a vida amorosa para segundo plano. Entretanto, vemos que ela nutre um respeito pela mãe e é estabelecido um conflito interno na personagem, que mesmo estando atrás de uma independência, possui um receio de decepcionar a mãe e sente uma necessidade de se provar para os pais.

Estes conflitos são ainda acentuados pela discussão, muito recente e importante, sobre relacionamentos abusivos, pois, ainda que Usha queira que a filha se case, ela se preocupa com o tipo de homem que entrará no caminho da filha, já que ela havia previamente sofrido nas mãos de um abusador, por isso ela reforça que mesmo querendo que a filha se case, ela precisa se impor e ter sua independência como mulher, e não deixar ser tratada como posse. Os traumas da mãe provenientes desse relacionamento de posse e da violência sofrida, são explicitados pela forma como Usha se agarra na tradição e no exotérico, que segundo ela, Pallavi é alvo de uma maldição lançada pelo seu antigo namorado.

A narrativa então é conduzida de forma muito parecida com O Homem Invisível (2020), através de um jogo entre Usha, o espectador e os demais personagens, onde a paranóia da personagem só aumenta enquanto a trama avança e o novo namorado de Pallavi se revela, enquanto ela é desacreditada pelos demais personagens, inclusive sua filha, que justificam a perseguição dela contra o namorado da filha pelos traumas causados por seu namorado do passado.

Mau-Olhado me prendeu até o fim da trama e possui camadas de discussão de um mundo moderno que são interessantes e necessárias, como a questão do relacionamento abusivo e o conflito do tradicional e a modernidade, expressas através da relação entre mãe e filha. Infelizmente o ato final não sustenta a trama estabelecida anteriormente e não entrega totalmente o que foi proposto, caindo em alguns clichês a armadilhas do gênero, entretanto é uma produção que manteve o meu interesse e possui seus valores como filme de horror.